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Desempenho e consumo de ração em frangos de corte

Promoção do crescimento e melhora do desempenho

Uma questão fundamental para os produtores de frangos de corte é como aumentar o peso das aves usando estratégias de nutrição e promotores de crescimento. 

Para se ter uma boa saúde intestinal é preciso superar ou evitar os desafios que afetam o consumo de ração. É possível melhorar a saúde intestinal através de ferramentas que ajudam no desempenho intestinal como os novos aditivos para rações.

A boa saúde intestinal é o melhor promotor de crescimento.
Franz Waxenecker, Diretor Geral da BIOMIN

Genética moderna 

Os frangos de corte modernos (criados para produção de carne) resultam de milhões de anos de evolução através da seleção natural, onde se aplicou a seleção artificial para atingir os objetivos comerciais. No entanto, os maiores progressos na genética de aves foram alcançados apenas na última metade do século XX. É fato que as grandes mudanças no desempenho de frangos de corte podem ser atribuída em grande parte aos avanços genéticos. 

Eficiência alimentar

Os frangos de corte estão entre os animais de produção com a melhor conversão alimentar do mundo. Durante o processo de seleção uma pressão intensiva foi exercida sobre as características de desempenho dos frangos de corte, como o aumento do peso corporal e da taxa de crescimento. Como resultado foram obtidas aves com maior apetite e portanto com maior consumo voluntário diário de ração. 

Os frangos de corte modernos com maior apetite são também muito eficazes em termos de aproveitamento energético. Essas duas características ajudam as aves a apresentar uma taxa de crescimento muito mais rápida do que a de seus ancestrais. As aves com essa capacidade precisam ter um sistema digestivo altamente eficiente. Sabe-se que os frangos de corte apresentam uma taxa mais rápida de desenvolvimento do intestino delgado e uma maior taxa de crescimento morfológico em comparação às poedeiras, cujo desenvolvimento é mais lento.

Em termos de peso, o intestino delgado de frangos de corte se desenvolve tão rapidamente quanto à massa da carcaça. O crescimento e desenvolvimento adequados do trato gastrointestinal (TGI) também estimulam o consumo de ração. Portanto, a alimentação regular e a ótima funcionalidade do TGI em frangos de corte são fundamentais para melhorar o desempenho. 

Desafios que afetam o consumo de ração

Quaisquer desafios internos ou externos que reduzam o consumo de ração ou prejudiquem o funcionamento ideal do TGI de frangos de corte podem ter um impacto importante no desempenho das aves. Infelizmente, existem diversos fatores que podem reduzir o consumo de ração em aves. Van der Aara, P.J., et al., (2016) mostram esses fatores na Figura 1. 
 

Fatores que reduzem o consumo de ração
Fatores que reduzem o consumo de ração | Fonte: adaptado de Van der Aara et al., 2017

A origem desses desafios supressores pode ser nutricional (micotoxinas, ANFs, baixa digestibilidade das matérias-primas, etc.) ou ambiental (infecções, estresse por calor/frio, falhas de manejo, etc.). 

Principais fatores que reduzem o consumo de ração em frangos de corte

Nutricional
  • Micotoxinas
  • Fatores antinutricionais
  • Baixa digestibilidade da ração
Ambiental
  • Infecções
  • Estresse por calor ou frio
  • Falhas de manejo

Independente da origem, através de uma cascata de reações eles podem influenciar a saúde intestinal, causando imunossupressão e inflamação e eventualmente reduzindo o consumo de ração. Os efeitos podem ser observados no lúmen ou dentro da parede intestinal. O efeito pode até ser sistêmico. 

Micotoxinas

A presença de micotoxinas na ração das aves é um dos principais fatores esressores que afetam o intestino. Esses metabólitos fúngicos impedem a absorção adequada de nutrientes, causando lesões nas junções estreitas das células epiteliais intestinais, além de uma hiperativação do sistema imunológico das aves. A redução do consumo de ração é uma típica reação inicial das aves à ingestão de micotoxinas. 

Patógenos

Os vírus, bactérias ou parasitas também comprometem a saúde intestinal e constituem um grande desafio à integridade do TGI. Cada microrganismos possui um modo de ação diferente. No entanto, o impacto negativo que causam é o mesmo, ou seja, o comprometimento das funções intestinais (através de lesões ou de uma menor relação vilosidade/cripta).

Digestibilidade dos nutrientes

A baixa digestibilidade dos nutrientes aumenta o substrato disponível para as bactérias nocivas promovendo sua proliferação e eventualmente a formação de toxinas no TGI. Os metabólitos tóxicos prejudicam o sistema digestivo e reduzem o consumo de ração pelas aves. 

Estresse ambiental e nutricional

O estresse ambiental (calor, frio, transporte, etc.) e o estresse nutricional (toxinas, PNAs, desequilíbrios nutricionais, etc.) também causam inflamação do epitélio e prejudicam a integridade intestinal. Essas condições podem causar uma redução drástica do consumo de ração. 

Soluções

A inclusão de aditivos adequados em rações de frangos de corte nos períodos em que as aves estão expostas a diferentes desafios pode melhorar a saúde intestinal mantendo o consumo de ração. Portanto, é fundamental fornecer aditivos nutricionais que não apenas melhorem o desempenho, mas que também reduzam o estresse do TGI das aves, melhorem a integridade intestinal, estimulem o sistema imunológico, reduzam os desafios bacterianos e, por fim, aumentem a digestibilidade dos nutrientes.

Os três principais tipos de aditivos nutricionais que são essenciais para melhorar o desempenho intestinal e a eficiência alimentar de frangos de corte são:

  • Aditivos fitogênicos para rações (AFR)
  • Probióticos
  • Acidificantes para aves

Fitogênicos

Misturas cientificamente formuladas de substâncias à base de plantas, como aquelas encontradas nos óleos essenciais de ervas, podem promover uma conversão alimentar eficiente. 

Os resultados de um experimento recente com frangos de corte Cobb 500 Standard demonstraram a capacidade de Digestarom® DC, um aditivo fitogênico para rações de última geração em melhorar o desempenho das aves. Durante 42 dias, as aves alimentadas com dietas suplementadas com Digestarom® DC apresentaram uma melhora estatisticamente significativa no ganho de peso (2,470 kg), em comparação às aves que receberam a dieta controle (2,353 kg), conforme mostra a Figura 2.

Digestarom® DC improves average body weight gain in broilers
Digestarom® DC improves average body weight gain in broilers | Source: University trial in broilers, Southern Europe, Summer 2016
Digestarom® DC improves feed conversion ratio (FCR) in broilers
Digestarom® DC improves feed conversion ratio (FCR) in broilers |Source: University trial in broilers, Southern Europe, Summer 2016

Feed Conversion Ratios (FCR)

Similarly, a difference was observed in the feed conversion ratios (FCR) of the two groups: 1.72 for control versus 1.69 for the Digestarom® DC group, as shown in Figure 5. Overall, Digestarom® DC supplementation resulted in a 2.83% increase in feed intake, a 4.96% increase in weight gain and a 1.75% decrease in FCR. The efficiency gains translate into direct economic benefits producers.

Acidificantes/Ácidos orgânicos

De acordo com diversos artigos científicos revisados por nossa equipe de especialistas, evidenciou-se que a eficácia do Biotronic® Top3, um acidificante natural para a avicultura é comparável à da avilamicina, um antibiótico utilizado com frequência como promotor de crescimento na avicultura, onde ainda é permitido pela legislação local. 

Probióticos

PoultryStar® é um probiótico multi-gênero que promove a saúde intestinal e uniformidade das aves em sistemas de alimentação convencionais ou livres de antibióticos. Descubra os resultados de um experimento conduzido na Índia onde PoultryStar® promoveu um melhor desempenho de frangos de corte em comparação ao de aves que receberam antibióticos promotores de crescimento.

Referências

Van der Aar, P. J., Molist, F., & van der Klis, J. D. (2017). The central role of intestinal health on the effect of feed additives on feed intake in swine and poultry. Animal Feed Science and Technology, 233, 64–75. 

Soluções

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