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Aditivos fitogênicos para rações

Aumentando o desempenho produtivo com o uso de metabólitos secundários bioativos derivados de plantas

Há muitos séculos, diversas plantas têm sido usadas pelos seres humanos por suas propriedades medicinais, aromatizantes e conservantes. A ciência e a tecnologia possibilitaram a identificação de diversos compostos bioativos vegetais e uma melhor compreensão de suas propriedades benéficas. Apesar de sua longa história de uso em seres humanos, o uso de compostos fitogênicos ou metabólitos derivados de plantas na produção animal é recente, porém se encontra em franca expansão.

Sabe-se que diversos compostos fitogênicos bioativos presentes em ervas, óleos essenciais e outras substâncias à base de plantas aumentam o desempenho produtivo de vacas leiteiras, bezerras de recria e bovinos em confinamento. O uso de aditivos fitogênicos não se limita aos bovinos e estes podem ser usados também em pequenos ruminantes como ovinos, caprinos e camelídeos para produção de leite ou carne.

Definição 

Os aditivos fitogênicos para rações (AFRs ou botânicos) são substâncias de origem vegetal adicionadas à dieta de animais em níveis recomendados com o objetivo de melhorar a aceitação e digestibilidade do alimento, a saúde intestinal e o desempenho. Esses compostos podem ter diversas propriedades bioativas. Por exemplo, as ervas, especiarias, óleos essenciais e oleorresinas contêm uma ampla variedade de substâncias químicas (por ex., fenóis e flavonoides) que podem ter efeitos benéficos sobre a utilização de nutrientes ao estimular as enzimas digestivas. O impacto positivo desses compostos na digestibilidade influencia a taxa de conversão alimentar e reduz a excreção de nutrientes, o que aumenta o retorno econômico e a sustentabilidade ambiental.

Os efeitos dos AFRs vão além da promoção da digestão, já que estes possuem diversas propriedades benéficas que melhoram a saúde, o desempenho e o bem-estar animal. Diversos AFRs são conhecidos por suas atividades antimicrobianas, antioxidantes e potenciais atividades antiparasitárias e antivirais. Eles podem ajudar a estimular os sistemas endócrino e imunológico para aliviar o estresse celular e aumentar a resistência natural dos animais aos patógenos (Giannenas et al. 2013).

Como funcionam os fitogênicos da Biomin

Digestarom® é uma linha de produtos compostos por uma mistura exclusiva de ervas, extratos e óleos essenciais que melhoram a palatabilidade da ração, ajudam no desenvolvimento do trato gastrointestinal e podem aliviar o estresse durante períodos críticos da produção e desenvolvimento dos animais. A melhor palatabilidade da ração garante que os animais atinjam e mantenham níveis ideais de consumo de ração. Além disso, Digestarom® melhora comprovadamente a digestibilidade, que é um pré-requisito para a conversão eficiente de matérias-primas em produção de leite, além de melhorar o desempenho de crescimento e reduzir o estresse intestinal. A melhor digestibilidade da ração significa que há menos nutrientes livres disponíveis no intestino para nutrir as bactérias patogênicas e, também, menos nutrientes excretados no ambiente, reduzindo assim o possível impacto dos gases de efeito estufa. Digestarom® é uma vitória tripla para os produtores, promovendo um maior bem-estar animal, melhor desempenho econômico e melhor sustentabilidade ambiental.

Digestarom® é a evolução de rigorosos estudos conduzidos em colaboração com universidades e instituições de pesquisa privadas e, também, em operações comerciais de todo o mundo. A linha de produtos Digestarom® possui formulações específicas adequadas aos diferentes estágios de produção e aplicação.

Nem todos os AFRs são iguais

Em suas formas concentradas, esses princípios ativos à base de plantas podem ter atividades importantes. Um dos desafios das novas tecnologias é que nem todos os produtos fitogênicos possuem a mesma formulação e nem todas as matérias-primas possuem a mesma qualidade.  Dependendo do processo de destilação, pode haver variações na concentração dos principais componentes e diferentes fontes de matéria-prima podem oferecer diferentes concentrações dos mesmos compostos.  Um programa de Controle de Qualidade (CQ) que garanta a consistência e a eficácia é a marca de confiança para qualquer produto fitogênico.

Saiba mais sobre a aplicação de fitogênicos em:

Vacas leiteiras

A produção de leite é a força vital de qualquer exploração leiteira. Uma produção eficiente é essencial para a sustentabilidade econômica. A produção eficiente tem como foco a saúde e a longevidade do rebanho, de forma que a melhor utilização da ração e a maior produtividade durante o tempo de vida de vacas saudáveis gerem um maior retorno sobre o investimento para os produtores.

Distúrbios metabólicos do período de transição

O período de transição é um grande desafio para as vacas leiteiras e a maioria dos descartes involuntários ou mortes precoces acontecem dentro de 30 dias após o parto. Os desafios nutricionais, metabólicos, fisiológicos e imunológicos enfrentados durante a fase de transição determinam não apenas o sucesso da lactação atual, mas também a probabilidade de manutenção dos animais no rebanho para a próxima lactação. Os distúrbios metabólicos que afetam com frequência as vacas em transição incluem a cetose, metrite, acidose, deslocamento do abomaso à esquerda e hipocalcemia (Figura 1), mas alguns dos distúrbios relacionados aos desafios do período de transição podem se manifestar somente mais adiante no período de lactação, como a laminite e a mastite (Sundrum, 2015). É importante lembrar que os distúrbios metabólicos no início do período de lactação prolongam o período de energia negativa e podem ter um impacto direto na fertilidade.

 

Prevalência de distúrbios metabólicos afetando vacas no período de transição (adaptado de Sundrum, 2015)
Prevalência de distúrbios metabólicos afetando vacas no período de transição (adaptado de Sundrum, 2015)

Uma causa comum dos distúrbios metabólicos é o estresse que ocorre inicialmente em nível molecular e que desencadeia uma cascata de eventos, resultando nos sinais clínicos observados pelos produtores. O papel do estresse celular e da resposta inflamatória associada, quando os níveis de estresse são superiores à capacidade das vacas de enfrentar a carga adicional, está sendo cada vez mais reconhecido e tem sido tema de um número crescente de pesquisas. Bradford et al. (2015) publicaram uma revisão abrangente dos mecanismos que desencadeiam as reações inflamatórias, seu impacto na produção de leite e como níveis baixos e constantes de fatores de estresse provenientes de fontes externas e internas podem ser tão ou mais perigosos para a saúde animal que os fatores agudos. Embora o período de transição seja um ponto crítico, durante o período de lactação podem aparecer outros fatores que aumentam os níveis de estresse e prejudicam a saúde e a produção dos animais. Os desafios nutricionais, como dietas não balanceadas, erros na mistura ou separação inadquada dos animais, podem induzir a acidose ruminal subaguda (SARA), aumentando o risco associado aos níveis elevados de lipopolissacarídeos (LPS) de desenvolver a síndrome do intestino permeável. Da mesma forma, fatores ambientais e relacionados ao bem-estar, como estresse calórico, conforto e higiene dos estábulos, podem causar períodos prolongados de estresse para as vacas, frequentemente identificados pelo aumento da contagem de células somáticas (CCS), claudicação e lesões de casco.

O futuro da nutrição de bovinos de leite será reduzir o risco de resposta inflamatória por meio de abordagens não farmacêuticas, aumentando a capacidade das vacas de responder aos fatores de estresse em baixos níveis. As fontes naturais de AFRs têm o maior potencial para atingir esse objetivo e melhorar a saúde e o bem-estar dos animais, respondendo, ao mesmo tempo, às pressões da sociedade para eliminar o uso não terapêutico de produtos farmacêuticos na cadeia alimentar. A linha Digestarom® de AFRs combina misturas exclusivas de compostos bioativos derivados de ervas e especiarias selecionadas, adequadas para os diferentes estágios da produção e aplicação. Digestarom® Bovinos de Leite foi especialmente formulado para proporcionar uma defesa adicional contra os fatores de estresse durante o período de lactação e período seco.

Quando usar aditivos fitogênicos em vacas leiteiras

Os aditivos fitogênicos para rações podem melhorar o desempenho de lactação ao:

  • Melhorar a palatabilidade da ração;
  • Pode ajudar a aliviar os efeitos do estresse durante os períodos críticos da produção.

Apesar da grande ênfase dada ao período de transição, situações que levam a condições de acidose (SARA) podem ocorrer a qualquer momento durante a lactação. O processamento inadequado de forragens mais longas, rações deterioradas ou aumentos de temperatura podem fazer com que as vacas selecionem a ração completa (TMR) e, caso o espaço do comedouro seja limitado ou haja uma pressão social excessiva, elas podem desenvolver um comportamento de "slug feeding" (ingestão de alta quantidade de grãos ou melaço de uma única vez), o que pode aumentar o risco de desenvolvimento de acidose (SARA). Digestarom® Bovinos de Leite ajuda a reduzir esse risco, promovendo a motilidade do rúmen e a mastigação, que aumenta a produção de saliva com ação tamponante no pH do rúmen. Em um experimento recente, Kröger et al. (2017) demonstraram que, em condições de acidose (SARA), a mastigação e a atividade ruminal foram muito reduzidas. Por outro lado, Digestarom® Bovinos de Leite ajuda a restaurar a motilidade do rúmen e o comportamento de mastigação, reduzindo assim, o impacto negativo no pH ruminal (Tabela 1). Além disso, estudos demonstraram que a bioatividade dos óleos essenciais, como os efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios, aumenta com a redução do pH (Kröger et al. 2017).  Esse fato tem consequências mais amplas, já que os efeitos da acidose (SARA) não estão limitados ao rúmen. As condições de acidose também podem causar alterações na microbiota ruminal, aumentando os lipopolissacarídeos (LPS) de bactérias Gram negativas, o que induz uma cascata de reações e leva a uma resposta inflamatória. A resposta inflamatória não apenas desvia a energia da produção, mas aumenta também os níveis de histamina circulante, que foram relacionados com o desenvolvimento de laminite e mastite.  Humer et al. (2018) observaram que, em condições de acidose (SARA) induzida, Digestarom® Bovinos de Leite reduziu os níveis de LPS e as aminas inflamatórias associadas, como a histamina. Com a redução dos fatores de estresse, as vacas apresentam uma melhor resposta aos irritantes inflamatórios secundários e têm uma maior capacidade de desenvolver uma resposta imunológica mais forte contra os desafios agudos.

Tabela 1. Alterações na ruminação e no comportamento de mastigação em condições de acidose (SARA) induzida, com ou sem suplementação de Digestarom® Bovinos de Leite (Adaptado de Kröger et al. 2017).

 
ParâmetroValores basais x
SARA 1
SARA 1 x SARA 1 +
Digestarom® Bovinos de Leite
Atividade de mastigação
Mastigação total (min/dia)60% ⬇︎33% ⬆︎
Ruminação
Ruminação (min/dia)
Bolos (número/dia)
Mastigações por bolo (número)
70% ⬇︎
70% ⬇︎
  9% ⬇︎
55% ⬆︎
50% ⬆︎
12% ⬆︎
pH do rúmen
pH do rúmen < 6,0 (min)⬇︎⬆︎

A otimização da eficiência alimentar e a manutenção da persistência de lactação são essenciais para manter a viabilidade econômica sustentada das explorações leiteiras modernas. Obviamente, um rebanho saudável está em sua eficiência máxima e possui uma maior capacidade de enfrentar pequenas variações durante o período de lactação. Digestarom® Bovinos de Leite contém compostos específicos, incluindo ervas e óleos essenciais, que apresentam funções bioativas e agem como apoio homeopático ao sistema imunológico. Com um sistema imunológico mais forte, as vacas enfrentam mais facilmente as variações e o estresse cotidianos, reduzindo a inflamação, geralmente expressa na forma de altas contagens de células somáticas, e diminuindo o risco de desenvolver mastite. Durante o monitoramento da CCS em um rebanho de alto risco, Digestarom® Bovinos de Leite mostrou uma redução geral da CCS e uma rápida recuperação do estresse causado pelo consumo de silagem mofada durante o verão (Figura 3).

Contagem de células somáticas de um rebanho de vacas lactantes de alto risco suplementadas ou não com Digestarom® Bovinos de Leite, monitoradas durante um período prolongado
Figura 3. Contagem de células somáticas de um rebanho de vacas lactantes de alto risco suplementadas ou não com Digestarom® Bovinos de Leite, monitoradas durante um período prolongado

Além disso, os resultados observados em uma exploração leiteira com ordenha mecânica demonstraram que Digestarom® Bovinos de Leite proporcionou um aumento da produção de leite e de sólidos totais no leite na fase intermediária de lactação, indicando vacas mais fortes e saudáveis (Figuras 4 e 5).

Produção de leite fluido e produção corrigida pela energia em vacas lactantes em ordenha mecânica suplementadas ou não com Digestarom® Bovinos de Leite
Figura 4. Produção de leite fluido e produção corrigida pela energia em vacas lactantes em ordenha mecânica suplementadas ou não com Digestarom® Bovinos de Leite
Produção de sólidos totais no leite de vacas em ordenha mecânica suplementadas ou não com Digestarom® Bovinos de Leite
Figura 5. Produção de sólidos totais no leite de vacas em ordenha mecânica suplementadas ou não com Digestarom® Bovinos de Leite

Resumo

Para operar uma exploração leiteira bem-sucedida na conjuntura econômica atual, os produtores precisam ter como foco a eficiência e a longevidade, ambas associadas à saúde e ao aumento da capacidade dos animais de enfrentar o estresse cotidiano. Digestarom® Bovinos de Leite tem uma longa história de resultados comprovados, que incluem a melhora da ingestão de matéria seca e da eficiência alimentar, assim como o aumento dos sólidos totais do leite e a melhor saúde do úbere. Converse com seu representante local para saber como Digestarom® pode melhorar a produção em sua operação.

Bezerras de recria 

Promovendo o crescimento das bezerras para uma maior produção de leite

As vacas leiteiras de alta produtividade e longevidade têm origem em bezerras saudáveis e de alta qualidade. Embora os produtores estejam cientes disso, doenças e mortes de bezerras ainda são temas de debate. De acordo com o relatório Dairy Heifer Raiser do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) (2012), a mortalidade de novilhas no período pré-desmame foi de 4,2%. Esse fato está de acordo com outros estudos internacionais que identificaram mortalidades pré-desmame entre 5% a 8%, sendo que em alguns países a mortalidade de bezerras pode chegar a 20% (Mee, 2013).

As principais causas de mortalidade pré-desmame são os problemas digestivos e respiratórios, responsáveis por 56% e 22% das mortes, respectivamente (USDA, 2012). A incidência de diarreia é maior nas semanas seguintes ao parto, enquanto as doenças respiratórias aparecem após algumas semanas e continuam após o desmame (Figura 6, Svensson et al. 2003, 2006). Além do impacto econômico de curto prazo, a incidência de doenças e morte de bezerras antes do desmame influenciam também o futuro potencial genético e lucrativo da unidade de produção. Trilk e Münch (2010) estimaram que mesmo a incidência de uma única doença no pré-desmame é capaz de reduzir a capacidade de produção em 10% durante o tempo de vida, redução que pode ser ainda maior com as doenças subsequentes (Figura 7).  

Distribuição da morbidade de bezerras por diarreia ou doenças respiratórias durante o período de amamentação e pós-desmame
Figura 6. Distribuição da morbidade de bezerras por diarreia ou doenças respiratórias durante o período de amamentação e pós-desmame (adaptado de Svennson et al. 2003 e 2006)
Efeito da frequência de incidência de doenças no período pré-desmame sobre a produção de leite corrigida pela energia durante o tempo de vida estimado
Figura 7. Efeito da frequência de incidência de doenças no período pré-desmame sobre a produção de leite corrigida pela energia durante o tempo de vida estimado (adaptado de Trilk e Münch, 2010)

A boa saúde está diretamente relacionada a outro fator economicamente relevante para o sucesso da exploração leiteira: o bom desempenho de crescimento para atingir as metas de fertilidade. A boa saúde e o bom crescimento pré-desmame podem aumentar potencialmente a produção de leite na primeira lactação. Em um estudo na Universidade de Cornell, Van Amburgh et al. (2009) demonstraram que os eventos que ocorrem no início da vida parecem ter efeitos a longo prazo no desempenho. Duas meta-análises (Soberon e Van Amburgh, 2013; Gelsinger et al. 2017) determinaram que cada 100 g a mais de ganho de peso diário na fase de pré-desmame com fornecimento de leite e ração inicial pode resultar em aproximadamente 136 a 155 kg de produção adicional de leite durante a primeira lactação do animal. Isso está relacionado à hiperplasia dos tecidos mamários das bezerras que receberam um plano superior de nutrição durante a fase inicial de amamentação (Soberon e Van Amburgh, 2017).

Os aditivos fitogênicos para rações (AFRs ou botânicos), como a linha de produtos Digestarom® formulada para bezerras, contêm uma mistura exclusiva de ervas e óleos essenciais que podem ser adicionados ao substituto do leite ou à ração inicial para ajudar os animais a alcançarem e manterem um alto consumo de ração e, também, um bom crescimento muscular e esquelético, resultando em um bom desenvolvimento.

Quando usar fitogênicos em bezerras  

As substâncias à base de plantas podem ajudar os animais jovens que enfrentam fatores de estresse relacionados aos seguintes eventos : 

  • Programação metabólica precoce;
  • Consumo de ração e aceitação de rações sólidas;
  • Estresse devido ao alojamento em grupos;
  • Estresse de desmame e adaptação à dieta pós-desmame;
  • Alterações ambientais e de alojamento.

A adição de Digestarom® à dieta das bezerras limita o crescimento de bactérias patogênicas no intestino e reduz o desafio bacteriano nos animais. Além disso, Digestarom® possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes que auxiliam diretamente o trato gastrointestinal.

Os efeitos positivos de Digestarom® têm sido observados em diversos experimentos científicos e ensaios de campo avaliando bezerros nas fase de pré-desmame e desmame (machos e fêmeas). Uma análise agrupada dos estudos conduzidos pela Biomin foi realizada para avaliar as melhoras obtidas com o uso de Digestarom®. Os parâmetros avaliados na análise agrupada foram o ganho de peso médio diário (GPMD), o consumo médio diário de ração (CMDR) e a taxa de conversão alimentar (TCA). O ganho de peso médio diário foi registrado em onze experimentos, enquanto o CMDR e a TCA foram registrados em sete experimentos. Os experimentos incluídos na análise agrupada foram conduzidos nos Estados Unidos e na Europa. O desempenho das bezerras do grupo controle foi comparado ao dos animais suplementados com Digestarom® no leite/substituto do leite ou no concentrado. Os animais que receberam substituto do leite e/ou ração suplementada com Digestarom® foram comparados aos que receberam substituto do leite não medicado/ração ou substituto do leite medicado/ração. Nos resultados ilustrados (Figuras 8 e 9), o grupo controle combina o substituto do leite medicado/ração e o substituto do leite medicado/ração

Melhoras (números absolutos) após o uso de Digestarom®, em comparação às bezerras do grupo controle em uma análise agrupada [“n” representa o número de experimentos em que os parâmetros foram registrados; a linha laranja representa o grupo controle compostos por bezerras medicadas e não medicadas].
Figura 8. Melhoras (números absolutos) após o uso de Digestarom®, em comparação às bezerras do grupo controle em uma análise agrupada [“n” representa o número de experimentos em que os parâmetros foram registrados; a linha laranja representa o grupo controle compostos por bezerras medicadas e não medicadas].
Melhoras (números relativos) após o uso de Digestarom®, em comparação às bezerras do grupo controle em uma análise agrupada [“n” representa o número de experimentos em que os parâmetros foram registrados; a linha laranja representa o grupo controle compostos por bezerras medicadas e não medicadas].
Figura 9. Melhoras (números relativos) após o uso de Digestarom®, em comparação às bezerras do grupo controle em uma análise agrupada [“n” representa o número de experimentos em que os parâmetros foram registrados; a linha laranja representa o grupo controle compostos por bezerras medicadas e não medicadas].

Os resultados de uma análise agrupada mostraram melhoras consistentes no ganho de peso médio diário (GPMD), consumo médio diário de ração (CMDR) e taxa de conversão alimentar (TCA) quando se utilizou Digestarom® (Figuras 8 e 9). Observou-se uma melhora de 75,2 g/dia ou 8,9% no ganho de peso médio diário quando a dieta foi suplementada com Digestarom®. Em média, houve uma melhora de 86,8 g/dia ou 5,3% no consumo médio diário de ração e também se observou uma utilização 4,1% mais eficiente da ração após o desabastecimento do silo (uma melhora de 8,7 pontos na TCA) quando se utilizou Digestarom®. Os resultados da análise agrupada mostram um benefício econômico positivo direto quando Digestarom® é adicionado à dieta, pois ocorre uma conversão mais eficaz da ração em desempenho de crescimento. Quando os benefícios econômicos da suplementação de Digestarom® em animais jovens são combinados com as conclusões da meta-análise de Soberon e van Amburgh (2013), a suplementação com Digestarom® poderia aumentar o desempenho em 116,6 kg na primeira lactação (Figura 10).

A melhora média de desempenho com o uso de Digestarom® sugere um aumento de 116,6 kg na produção de leite na primeira lactação.
Figura 10. A melhora média de desempenho com o uso de Digestarom® sugere um aumento de 116,6 kg na produção de leite na primeira lactação.

Resumo

Para que a produção leiteira tenha sucesso e as bezerras desenvolvam todo o seu potencial, é necessário focar na saúde e nas taxas de crescimento. Além de um bom programa de manejo, a suplementação com um aditivo fitogênico como Digestarom® pode ser benéfica para garantir uma transição tranquila da alimentação líquida para a sólida durante os primeiros três meses de vida das bezerras. Em diversos experimentos, Digestarom® melhorou o consumo de ração e o desempenho intestinal, resultando em maior ganho de peso dos animais. Converse com seu representante local para saber como Digestarom® pode melhorar a produção em sua operação.

Bovinos de engorda em sistema de confinamento

A população mundial está crescendo e, com isso, a demanda por proteínas de melhor qualidade produzidas da forma mais eficaz, sustentável e economicamente viável possível. Para os operadores de confinamentos, a fase de recepção é um momento de muito estresse para os animais e pode determinar o sucesso de todo o período de terminação. Esses animais geralmente são trazidos de explorações onde eram alimentados a pasto, são transportados por longas distâncias e misturados com outros animais em um ambiente novo. Além disso, espera-se que apresentem um bom desempenho com uma nova dieta no momento da chegada. A maior parte das doenças ocorre nas primeiras semanas, devido ao alto nível de estresse e baixo consumo de alimento. Em qualquer situação nova, o primeiro desafio é fazer com que os animais se alimentem.

Quando usar aditivos fitogênicos em sistemas de confinamento

  • Aumento do consumo de ração
  • Adaptação mais rápida aos desafios de estresse
  • Aumento da integridade intestinal
  • Aumento do ganho de peso médio diário (GPMD)
  • Melhor conversão alimentar

Maior consumo comprovado de ração

Um ensaio de campo demonstrou que Digestarom® Bos reduz o estresse durante períodos críticos, ajudando na adaptação dos animais às dietas e promovendo o aumento do consumo diário de ração.

Em um estudo de 45 dias, Digestarom® Bos aumentou o consumo diário em 5 kg, em média, sendo que o grupo suplementado com Digestarom® Bos manteve uma vantagem consistente de 2 kg/dia até o final (Figura 11).

Consumo médio diário de alimento de touros suplementados ou não com Digestarom® Bos durante as duas primeiras semanas após a chegada no confinamento
Figura 11. Consumo médio diário de alimento de touros suplementados ou não com Digestarom® Bos durante as duas primeiras semanas após a chegada no confinamento

A eficiência é o ponto mais importante para os animais adaptados às dietas e ao ambiente de confinamento. Digestarom® Bezerros é uma excelente opção para melhorar o desempenho e o retorno econômico geral. Durante um período de terminação de 56 dias, animais na fase de engorda com peso inicial de 320 kg receberam a mesma dieta, com ou sem Digestarom® Bezerros.

Os resultados demonstraram que Digestarom® Bezerros melhorou o ganho total em 8,4%, em comparação ao controle (Figura 12), além de promover um aumento do ganho de peso médio diário de 1,32 kg/dia, em comparação a 1,22 kg/dia no grupo controle. Observações de campo indicaram que os animais suplementados com Digestarom® Bezerros consumiram aproximadamente 1,5 kg a mais de ração por dia. O retorno sobre o investimento de Digestarom® Bezerros com base na economia local e na diferença de peso vivo foi de 34:1.

Diferença no peso vivo final após um período de engorda de 56 dias em animais suplementados ou não com Digestarom® Bezerros
Figura 12. Diferença no peso vivo final após um período de engorda de 56 dias em animais suplementados ou não com Digestarom® Bezerros

Resumo

Para o sucesso das operações de confinamento, os gestores devem prestar atenção à saúde dos animais e às margens de alimentação. Os animais que se adaptam melhor às novas dietas e ambientes crescem mais saudáveis e fortes, estando assim preparados para um período de terminação bem-sucedido. Digestarom® Bos pode oferecer uma vantagem adicional ao aumentar o consumo precoce de ração, reduzindo o estresse na chegada ao confinamento. Uma vez que os animais estejam adaptados às novas dietas, o foco será a redução dos custos e o aumento da eficiência. Digestarom® Bezerros proporciona um aumento do ganho de peso médio diário e do peso final, com um bom retorno sobre o investimento. Converse com seu representante local para saber como Digestarom® pode melhorar a produção em sua operação.

Digestarom® Bos

Nem todos os aditivos fitogênicos para rações são iguais

Em suas formas concentradas, esses princípios ativos à base de plantas podem ter atividades importantes. Um dos desafios das novas tecnologias é que nem todos os produtos fitogênicos possuem a mesma formulação e nem todas as matérias-primas possuem a mesma qualidade. 

Dependendo do processo de destilação, pode haver variações na concentração dos principais componentes e diferentes fontes de matéria-prima podem oferecer diferentes concentrações dos mesmos compostos.  Um programa de Controle de Qualidade (CQ) que garanta a consistência e a eficácia é a marca de confiança para qualquer produto fitogênico.

Como escolher um aditivo fitogênico para rações

Antes de decidir usar um AFR e qual produto usar, é preciso considerar diversos fatores. Em primeiro lugar, essa decisão deve ser tomada com base em sólidas evidências científicas e comerciais.

O conhecimento científico a respeito do uso de AFRs em animais de produção está em constante evolução, com a publicação dos resultados de novas pesquisas. Por outro lado, os AFRs como aditivos para rações estão disponíveis em diferentes formas e formulações.

Assim, é importante considerar as evidências relacionadas ao controle de qualidade, formulações cientificamente padronizadas e também como um determinado estudo pode ser associado a setores e estágios específicos da produção animal.

Referências
  1. Bradford, B.J., Yaun, K., Farney. J. K., Mamedova, L. K., Carpenter, A. J. 2015. Invited review: Inflammation during the transition to lactation: New adventures with an old flame. Journal of Dairy Science. 98:6631-6650
  2. Gelsinger, S. L., Heinrichs, A. J., Jones, C. M. 2016. A meta-analysis of the effects of preweaned calf nutrtion and growth on first-lactation performance. Journal of Dairy Science. 99:6206-6214.
  3.  Giannenas, I., Bonos, E., Christaki, E., Florou-Paneri, P. 2013. Essential oils and their applications in animal nutrition. Medicinal and Aromatic Plants. 2:140-152.
  4. Kröger, I., Humer, E., Neubauer, V., Reisinger, N., Aditya, S., Zebeli, Q. 2017. Modulation of chewing behavior and reticular pH in non-lactating cows challenged with concentrate-rich diets supplemented with phytogenic compounds and autolyzed yeast. Journal of Dairy Science. 100:9702–9714.
  5. Mee. 2013. Review: Why do so many calves die on modern dairy farms and what can we do about calf welfare in the future. Animals. 3:1036-1057.
  6. Soberon, F. and Van Amburgh, M.E. (2013). The effects of nutrient intake from milk or milk replacer of preweaned dairy calves on lactation milk yield as adults: A meta-analysis of current data. Journal of Animal Science, 91, pp 706-712.
  7. Sundrum, A. 2015. Review: Metabolic disorders in the transition period indicates that the dairy cows’ ability to adapt is overstressed. Animals. 5:978-1020.
  8. Svensson, C., Lundborg, K., Emanuelson, U., Olsson, S-O. 2003. Morbidity in Swedish dairy calves from birth to 90 days of age and individual calf-level risk factors for infectious diseases. Preventive Veterinary Medicine. 58:179-197.
  9. Svensson, C., Hultgren, J., Oltenacu. P. A. 2006. Morbidity in 3 – 7-month-old dairy calves in south-western Sweden, and risk factors for diarrhea and respiratory disease. Preventive Veterinary Medicine. 74:162-179.
  10. USDA. (2012). Dairy Heifer Raiser, 2011: An overview of operations that specialize in raising dairy heifers. 1st ed. [pdf ] Fort Collins: NAHMS APHIS USDA. Disponível em: www.aphis.usda.gov/animal_health/nahms/dairy/downloads/dairyheifer11/HeiferRaiser.pdf&nbsp;[Acessado em 17 Outubro 2017].
  11. Van Amburgh, M.E., Raffrenato, E., Soberon, F. and Everett, R.W. (2009). Early Life Management and Longterm productivity of Dairy Calves. 1st ed. [pdf ] Ithaca: Department of Animal Science, Cornell University. Disponível em: dairy.ifas.ufl .edu/ rns/2009/VanAmburgh.pdf [Acessado em 17 Outubro 2017].

Soluções

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