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Acidose ruminal

Sinais, causas, fatores de risco e soluções

A acidose ruminal é uma doença metabólica bovina que acomete o gadoafeta bovinos de corte e o gado leiteirobovinos de leite. Em bovinos, a acidose geralmente está associada à ingestão de grandes volumes de rações ricas em carboidratos e altamente fermentáveis, o que causa um excesso de produção e de armazenamentoacúmulo excessivos de ácidos no rúmen.  

A acidose ruminal pode se apresentar de diferentes maneiras: desdeas formas superagudas potencialmente letais atéà a doença crônica, de difícil diagnóstico (Oetzel, 2003).  

As duas principais formas de acidose ruminal são: 

  1. acidose ruminal aguda; 
  2. acidose ruminal subaguda (SARA). 

A diferença entre as formas aguda e subaguda é que, na acidose ruminal aguda, a redução do pH é maior (Oetzel et al., 1999) e os sinais clínicos são mais evidentes (Kleen et al., 2003). A acidose ruminal aguda é comum no gadoem confinamentos de corte, enquanto a SARA é mais comum em explorações leiteiras (Krause e Otzel, 2006). Ao contrário da acidose aguda, na SARA, a redução do pH aparentemente se deve apenas ao acúmulo total de ácidos graxos voláteisAGVs e não ao acúmulo de ácido láctico (Krause e Otzel, 2006). 

Definição de acidose ruminal subaguda 

A acidose ruminal subaguda é a doença nutricional mais importante no gado leiteiroem bovinos de leite, pois uma vez que pode ter impactos negativos na indústria de laticínios ao reduzir a ingestão de matéria seca, a produção de leite e a rentabilidade além dee aumentar a taxa de abate descarte e os prejuízos causados pela morte dos animais (McCann et al., 2016).

A definição atual de SARA tem como base um período durante o qual o pH do rúmen está se encontra abaixo de um determinado limiar. Apesar de não haver um consenso geral a respeito do limiar deoo pH para SARA, as duas principais definições indicam 5,24 horas abaixo de 5,8 (Zebeli et al., 2008) e 3 horas abaixo de 5,6 (Plaizier et al., 2008).  

    Dra. Christina Gruber, cientista da BIOMIN, apresenta uma visão geral da acidose ruminal e um modelo de simulação do rúmen usado em laboratório para identificar estratégias eficazes de prevenção da acidose.

    Técnica de diagnósticos 

    Na comunidade científica, as técnicas mais comuns de diagnósticos têm como base a determinação do pH do rúmen. Veja a seguir os métodos mais usados:

    • Método do sensor implantável para coleta de dados de pH:  atualmente, este é o melhor método para registrar as flutuações de pH em tempo real. EntretantoNo entanto, diferentes áreas do rúmen têm apresentam diferentes pHs e o movimento descontrolado dos sensores pode gerar dados questionáveis.
    • Ruminocentese: aspiração por punção percutânea do líquido do saco caudoventral do rúmen. A desvantagem é que o método é invasivo e pode causar abcessos no local da punção (Aceto et al., 2000). 
    • Técnica da sonda orogástrica: não é considerada uma técnica confiável porque o pH pode variar dependendo da localização dentro do rúmen, do momento da coleta das amostras em relação à alimentação e da contaminação da saliva (Enemark et al., 2002).  
    • Canulação do rúmen

    Outras técnicas promissoras de diagnóstico não invasivo incluem:

    • Lipopolissacarídeos (LPS) fecais: a alimentação com dietas com contendo altos teores de grãos para induzir a acidose ruminal subaguda (SARA) em vacas leiteiras foi associada ao aumento da concentração fecal de lipopolissacarídeos (LPS; = endotoxinas) produzidos por bactérias Gram-negativas (Li et al., 2012).
    • Gasometria arterial: detecção deo desequilíbrios ácido-base no sangue (Giansella et al., 2010).
    • Perfil de ácidos graxos no leite: pode ajudar a identificar vacas com diferentes suscetibilidades a umao desafio de SARA dentro de um rebanho (Jing et al., 2018).

    Causas da acidose ruminal subaguda (SARA) 

    A SARA acontece quando a capacidade de tamponamento do rúmen é insuficiente para equilibrar a produção de ácidos graxos voláteis (AGVs). Isso pode acontecer por diversos motivos:

    1. Excesso de carboidratos na alimentação às custasem detrimento dasàs fibras presentes na dieta. Partículas de fibras longas (> 4 mm) estimulam a mastigação, o que aumenta a produção de saliva. A saliva, com um pH de aproximadamente 8,2 e alto teor de bicarbonato de sódio, tem um efeito de tampãotamponante no rúmen.
    2. Partículas de forragem longas demais (comportamento seletivo). A estrutura física da fibra também é importante. Mesmo se que a dieta contiver contenha níveis adequados de fibras, mas se as partículas forem muito longas ou não palatáveisimpalatáveis, as vacas darão preferência ao concentrado assim que receberem a ração e consumirão uma dieta pobre em fibras do ponto de vista fíisicoamente eficazes (Oetzel, 2007).
    3. Incapacidade de adaptação àsa mudanças bruscas rápidas na dieta. O exemplo clássico é a mudança de uma dieta seca rica em alimento fibrosovolumoso para uma dieta inicial de lactação rica em concentrados. Tanto a população de bactérias ruminais quanto as papilas ruminais precisam de tempo para se adaptar e digerir à digestão de umaa grande quantidade de carboidratos e, consequentemente, à absorverção de uma grande quantidade de AGVs.

    Fatores de risco para a ocorrência de a SARA 

    As vacas estão sob maioresapresentam maior riscos de desenvolver a SARA nas seguintes situações: 

    1.  
    2. Vacas primíparas, pelos mesmos motivos descritos acima e também porque esses animais nunca foram expostos anteriormente à dieta de lactação (Enemark et al., 2004) (Krause e Otzel 2006).   
    3. Vacas sofrendo desubmetidas a estresse provocado por calor. O aumento da frequência respiratória durante o estresse provocado por calor reduz as concentrações séricas de bicarbonato, reduzindo , assim, a capacidade de tamponamento ruminal das vacas. Além disso, durante o verão, os animais apresentam um comportamento atípico de alimentação enquanto procuram se proteger do calor, o que pode reduzir a frequência das refeiçõesde alimentação e aumentar os surtos de acidose.
    4. Erros no cálculo e na gestão da ração: erros ao calcular a matéria seca, a mistura da RTMTMR, o cronograma de alimentação e o tamanho do comedouro em relação ao número de vacas (Kleen et al., 2003).

    Prevalência 

    A prevalência dea SARA aumenta à medida que as vacas consomem mais matéria seca total e dietas contendo um maior teor de grãos. Por outro ladoNo entanto, na exploração leiteira intensivaprodução intensiva de leite, o problema é tecnicamente inevitável. A alimentação em grupo e a grande variabilidade entre vacas individuais em termos da microbiotaquanto ao microbioma ruminal são os as principais motivos razões destedo problema (Figura 1). 

    Figura 1. Avaliação do pH ruminal cinco dias após o parto em deduas vacas (vacas comapresentando uma no melhor e outra no pior cenário de acidose) alimentadas com a mesma dieta de lactação (Penner, Beauchemin e Mutsvangwa, dados não publicados).
    Figura 1. Avaliação do pH ruminal cinco dias após o parto deem duas vacas (vacas comapresentandouma no melhor e outra no pior cenário de acidose) alimentadas com a mesma dieta de lactação (Penner, Beauchemin e Mutsvangwa, dados não publicados).
    PrevalênciaPaísReferência
    19% no início da lactação
    26% no meio da lactação
    EUA (15 propriedades)Garrett et al. 1997
    20,1% no início e no pico da de lactaçãoEUA (14 propriedades)Oetzel et al. 1999
    13,8% geralPaíses BaixosKleen et al. 2009
    11% vacas em pastagempastoIrlandaO'Grady et al. 2008
    33% no início da lactaçãoItáliaMorgante et al. 2007
    11% no início da lactação
    18% no meio da lactação
    Alemanha/Países BaixosKleen et al. 2004
    20% geralAlemanhaKleen et al. 2013
    14% geralPolôniaStefanska et al. 2016

    Tabela 1. Prevalência de SARA em rebanhos leiteiros, relatada reportada por diferentes autores.

    A prevalência dea SARA varia entre 11% e 33% no início da lactação (Kleen et al., 2004; Morgante et al. 2007) e entre 18% e 26% no meio da lactação (Kleen et al,. 2004; Garret et al. 1997). A Tabela 1 resume a prevalência de SARA em rebanhos leiteiros, relatada reportada por diferentes autores.

    Sinais clínicos dea SARA 

    O diagnóstico dea SARA é difícil em condições de campo, pois os sinais clínicos são geralmente sutis eou tardios (Humer et al., 2018). Recentemente, Oetzel (2017) resumiu os achados resultados clínicos que podem chamar a atenção deo veterinários para a possível presença dea SARA, os quaisque incluem, por exemplo, um escore ruim inadequado de condição corporal e casos frequentes de infecções. Já Uma vez que não existe um indicador específico e exclusivo para a SARA, recomenda-se analisar a presença de diversos sinais, como os apresentados a seguir.  

    Alguns dos sintomas dea SARA: 

    1. Abcessos hepáticos podem ser o resultadoocorrer devido a de uma cascata de eventos, começando com a ruminite e a paraqueceratose ruminal. Com a inflamação do epitélio ruminal, as bactérias podem cair alcançar na circulação portal e causar abcessos. Um achado resultado mais específico e indicativo dea SARA são os é a ocorrência de abcessos hepáticos ao abate, que podem chegar a uma prevalência de > 30% nas vacas abatidas (Rezac et al., 2014). Limite: as informações post- mortem são geralmente perdidas. 
    2. Ingestão de ração e/ou produção de leite variáveis. Nas vacas acometidas pela por SARA, o sintoma descrito com maisobservado com mais frequência é um padrão de alimentação variável. No meio da lactação, as variações na produção variável de leite podem ser um indicativo da ingestão variável de ração. No entanto Por outro lado, durante o início da lactação, tal issofato provavelmente passará despercebido por causa dadevido à mobilização das reservas corporais (Humer et al., 2018). 
    3. Redução da gordura do leite. A interpretação dos baixos teores de gordura no leite é difícil, já uma vez que a porcentagem normal de gordura no leite depende, em grande parte, da raça, dos dias em lactação e da estação do ano. Além disso, a média do rebanho pode mascarar as vacas fora da média com conteúdo de gordura no leite muito baixo ou muito alto. AssimPortanto, pode ser uma boa ideia útil interpretar o teor de gordura no leite como uma proporção de vacas com resultados de exames muito baixos (< 2,5% para vacas Holstein), sendo que essas vacas não devem representar mais do que aproximadamente 10% do rebanho (Oetzel, 2007). E maisAlém disso, é importante considerar também outros fatores que podem reduzir a concentração de gordura no leite, como a alimentação com quantidades excessivas de lipídeos vegetais ricos em ácidos graxos poli-insaturados. 
    4. Alterações nas fezes e diarreia. A SARA afeta a consistência e o tamanho das partículas fecais, mas taisporém essas alterações são geralmente transitórias. As fezes têm um aspecto tipicamente amarelado claro, com um odor agridoce (Kleen et al., 2003). Além disso, as fezes podem ter um aspecto espumoso com bolhas de gás, grãos inteiros de cereais e grande quantidades de fibras não digeridas. O tamanho das partículas fecais pode estar aumentado, em torno de 1 a 2 cm, em vez do tamanho normal, inferior a 0,5 cm (Hall, 2002). 
    5. Alta incidência de claudicação. Durante a SARA, moléculas vasoativas, como a histamina, os LPS e o ácido lático, são liberadas na corrente sanguínea. Essas moléculas desempenham um papel importante na etiologia da laminite, enfraquecendo o tecido do casco e predispondo os animais à claudicação. É impossível estabelecer valores de referência, já uma vez que os fatores ambientais têm um papel importante neste tipo de doença.    

    Sinais clínicos dea SARA 

    O diagnóstico dea SARA é difícil em condições de campo, pois os sinais clínicos são geralmente sutis eou tardios (Humer et al., 2018). Recentemente, Oetzel (2017) resumiu os achados resultados clínicos que podem chamar a atenção deo veterinários para a possível presença dea SARA, os quaisque incluem, por exemplo, um escore ruim inadequado de condição corporal e casos frequentes de infecções. Já Uma vez que não existe um indicador específico e exclusivo para a SARA, recomenda-se analisar a presença de diversos sinais, como os apresentados a seguir.  

    Alguns dos sintomas dea SARA: 

    1. Abcessos hepáticos podem ser o resultadoocorrer devido a de uma cascata de eventos, começando com a ruminite e a paraqueceratose ruminal. Com a inflamação do epitélio ruminal, as bactérias podem cair alcançar na circulação portal e causar abcessos. Um achado resultado mais específico e indicativo dea SARA são os é a ocorrência de abcessos hepáticos ao abate, que podem chegar a uma prevalência de > 30% nas vacas abatidas (Rezac et al., 2014). Limite: as informações post- mortem são geralmente perdidas. 
    2. Ingestão de ração e/ou produção de leite variáveis. Nas vacas acometidas pela por SARA, o sintoma descrito com maisobservado com mais frequência é um padrão de alimentação variável. No meio da lactação, as variações na produção variável de leite podem ser um indicativo da ingestão variável de ração. No entanto Por outro lado, durante o início da lactação, tal issofato provavelmente passará despercebido por causa dadevido à mobilização das reservas corporais (Humer et al., 2018). 
    3. Redução da gordura do leite. A interpretação dos baixos teores de gordura no leite é difícil, já uma vez que a porcentagem normal de gordura no leite depende, em grande parte, da raça, dos dias em lactação e da estação do ano. Além disso, a média do rebanho pode mascarar as vacas fora da média com conteúdo de gordura no leite muito baixo ou muito alto. AssimPortanto, pode ser uma boa ideia útil interpretar o teor de gordura no leite como uma proporção de vacas com resultados de exames muito baixos (< 2,5% para vacas Holstein), sendo que essas vacas não devem representar mais do que aproximadamente 10% do rebanho (Oetzel, 2007). E maisAlém disso, é importante considerar também outros fatores que podem reduzir a concentração de gordura no leite, como a alimentação com quantidades excessivas de lipídeos vegetais ricos em ácidos graxos poli-insaturados. 
    4. Alterações nas fezes e diarreia. A SARA afeta a consistência e o tamanho das partículas fecais, mas taisporém essas alterações são geralmente transitórias. As fezes têm um aspecto tipicamente amarelado claro, com um odor agridoce (Kleen et al., 2003). Além disso, as fezes podem ter um aspecto espumoso com bolhas de gás, grãos inteiros de cereais e grande quantidades de fibras não digeridas. O tamanho das partículas fecais pode estar aumentado, em torno de 1 a 2 cm, em vez do tamanho normal, inferior a 0,5 cm (Hall, 2002). 
    5. Alta incidência de claudicação. Durante a SARA, moléculas vasoativas, como a histamina, os LPS e o ácido lático, são liberadas na corrente sanguínea. Essas moléculas desempenham um papel importante na etiologia da laminite, enfraquecendo o tecido do casco e predispondo os animais à claudicação. É impossível estabelecer valores de referência, já uma vez que os fatores ambientais têm um papel importante neste tipo de doença.    

    Consequências da SARA para o gado leiteiroem bovinos de leite 

    A SARA tem graves consequências sanitárias e econômicas em bovinos de leite a de longo prazo. para o gado leiteiro. O efeito mais evidente e direto do estresse acidótico pode ser observado no trabalho estudo publicado por Khafipour et al., 2009, que induziramu um desafio de SARA em vacas lactantes. No experimento, aproximadamente 20% de uma RTM TMR com razão derelação forragem: para concentrado (F:C) de 50:50 foram substituídos, por durante uma semana, por pellets contendo 50% de cevada e 50% de trigo, resultando em uma razão relação F:C de 40:60. 

    O desafio de SARA induzido neste experimento reduziu a IMS (15%), a produção de leite (3,3 kg/dia) e o teor de gordura no do leite (0,12% pontos).  

    Poucos esforços foram têm sido feitos para se calcular o possível impacto econômico da SARA. Um dos citados com mais frequência é um estudo de caso realizado com 500 vacas leiteiras realizado na região central de Nova York (Stone, 1999). Stone calculou que a SARA causa prejuízos na da ordem de USD$ 400 a 475 dólares por vaca por ano. Essa estimativa aproximada foi calculada simplesmente multiplicando-se a redução de 2,7 kg/dia na produção de leite, a redução de 0,3% pontos na gordura do leite e a redução de 0,12% pontos na proteína do leite para pelo todo o período completo de lactação.  

    Médias diárias de ingestão de matéria seca (IMS) e de produção de leite em vacas leiteiras alimentadas com uma RTM TMR basal durante o controle ou RTM TME com pellets de trigo-cevada durante o tratamento para acidose ruminal subaguda (SARA). As barras de erro indicam o erro padrão da diferença entre as médias dos tratamentos (EPM), * = p < 0,05As barras de erro indicam o erro padrão da diferença entre os tratamentos (EPD); a cada dia, * = p < 0,05
    Figura 2. Médias diárias de ingestão de matéria seca (IMS) e de produção de leite em vacas leiteiras alimentadas com uma RTM TMR basal durante o controle ou RTM TMR com pellets de trigo-cevada durante o tratamento para acidose ruminal subaguda (SARA). As barras de erro indicam o erro padrão da diferença entre as médias dos tratamentos (EPM), * = p < 0,05As barras de erro indicam o erro padrão da diferença entre os tratamentos (EPD); a cada dia, * = p < 0,05

    As perdas de desempenho podem ser explicadas ao nível fisiológico, pela condição de inflamação sistêmica que ocorre em vacas sujeitas submetidas ao desafio acidóticode acidose. Um desequilíbrio entre os carboidratos e as fibras fisicamente efetivas causa mudanças que favorecem as bactérias Gram-negativas, resultando na liberação de lipopolissacarídeos livres de células (LPS) no rúmen. Por sua vez, os LPS podem ser translocados através do intestino e, em menor grau, através do epitélio ruminal, atingindo a circulação sistêmica e dando início a uma resposta inflamatória intensa (Zebeli e Metzler-Zebeli, 2012).  

    EntretantoNo entanto, não é possível estimar precisamente as perdas de desempenho, por dois motivos principais: 

    1. As perdas de desempenho dependem da gravidade do estresse induzido, conforme descrevem Li et al., 2012.
    2. Ao comprometer a saúde das vacas, a SARA também foi associada a outras doenças, como o deslocamento do abomaso, o fígado gorduroso, os abcessos hepáticos, a laminite e a síndrome da vaca caída, aumentando , assim, o risco de abate descartes e a necessidade de tratamentos veterinários (Abdela, 2016).

    Como minimizar o risco de SARA 

    Considerando-se o tempo decorrido desde o início da SARA, não há tratamento específico. Tal Issofato ressalta a importância da prevenção.  

    Além de oferecer às vacas uma dieta balanceada em termos de quantidade e de degradabilidade dos carboidratos e da quantidade e tamanho das fibras, a gestãoo manejo da alimentação é fundamental para minimizar o risco de ocorrência dea SARA.

    Uma lista de dicas recomendações práticas de gestão manejo foi apresentada em uma revisão de realizada por Humer et al., 2018, e inclui: 

    1. Verificar a distribuição do tamanho dasdedas partículas na dieta. Uma distribuição adequada de partículas pequenas e grandes resultará em um comportamento de alimentação menos seletivo e em um pH ruminal mais estável (Tabela 2. Adaptado de Heinrichs e Kononoff, 2002).
    2. Oferecer espaço adequado nos comedouros (no mínimo 60 cm/vaca), evitando a competição pelo alimento e o consumo de grandes refeiçõesquantidades.
    3. Não misturar demais excessivamente a RTM TMR (no máximo. 3 a 5 minutosn. após a adição do último ingrediente). A mistura exagerada excessiva prejudica a estrutura da ração. 
    4. Para minimizar o comportamento seletivo, adicionar água à RTM TMR seca até que ela atinja um conteúdo de matéria seca de 55%. 
    5. Oferecer a ração com mais frequência e aproximar o alimento mais vezes para incentivar o consumo de refeições quantidades menores e frequentes. 

    Tabela 2. Recomendações para a distribuição do tamanho das partículas da RTM quando ela for composta de concentrados moídos (RTM 1), de concentrados granulados (RTM 2) ou quando a dieta é oferecida como uma ração parcialmente misturada (RPM) (adaptado parcialmente de Heinrichs e Kononoff, 2002)Recomendações para a distribuição do tamanho de partículas da TMR composta por concentrados moídos (TMR 1), concentrados peletizados (TMR 2) ou quando a dieta é oferecida como uma ração parcial misturada (PMR, do inglês partial mixed ration).(adaptado parcialmente de Heinrichs e Kononoff, 2002)

    Fração da partículaTamanho da peneiraRTM TMR 1 (%)RTM TMR 2 (%)RPM TMR (%)
     Partículas grossaseiras> 19 mm3 -– 83 -– 815 - 25
     Partículas médias8 - 19 mm30 - 4035 - 4535 - 65
     Partículas finas1,18 - 8 mm30 - 4040 - 5015 - 25
     Partículas muito finas< 1,18 mm< 20< 10< 8

    Tabela 2. Recomendações para a distribuição do tamanho das partículas da RTM quando ela for composta de concentrados moídos (RTM 1), de concentrados granulados (RTM 2) ou quando a dieta é oferecida como uma ração parcialmente misturada (RPM) (adaptado parcialmente de Heinrichs e Kononoff, 2002)Recomendações para a distribuição do tamanho de partículas da TMR composta por concentrados moídos (TMR 1), concentrados peletizados (TMR 2) ou quando a dieta é oferecida como uma ração parcial misturada (PMR, do inglês partial mixed ration).(adaptado parcialmente de Heinrichs e Kononoff, 2002)

    Fração da partículaTamanho da peneiraRTM TMR 1 (%)RTM TMR 2 (%)RPM TMR (%)
     Partículas grossaseiras> 19 mm3 -– 83 -– 815 - 25
     Partículas médias8 - 19 mm30 - 4035 - 4535 - 65
     Partículas finas1,18 - 8 mm30 - 4040 - 5015 - 25
     Partículas muito finas< 1,18 mm< 20< 10< 8

    Como mitigar os efeitos da SARA 

    A suplementação com aditivos para rações é uma outra abordagem utilizada com frequência para mitigar as consequências da SARA. Entre os Os aditivos para rações comumente utilizados com frequência incluemestão:  

    • Ssuplementos de leveduras;
    • Óóleos essenciais ou fitogênicos;
    • Aglutinadores Adsorventes de toxinas 

    Ssuplementos de levedura Levabon® Rumen E.

    Neste sentido, umaUma das classes de aditivos mais comumente utilizadas nesse contexto é usadas com mais frequência são osa dos produtos de leveduras, que podem ser oferecidos fornecidos na forma de leveduras vivas, leveduras mortas ou derivados produtos de culturas de leveduras. 

    O Levabon® Rumen E é uma levedura autolisada, com um modo de ação prebiótico, que demonstrou tem efeitos benéficos em vacas expostas a um desafios acidótico.de acidose. Em um estudo realizado em cooperação com a Universidade de Medicina Veterinária de Viena, Áustria, vacas com canulação cânulas ruminais ruminal foram alimentadas com uma dieta composta exclusivamente por exclusiva de forragem e, posteriormente, depois passaram a receberalimentadas com uma dieta contendocom 65% de concentrado emà base de matéria seca para induzir o estresse acidótico. A suplementação da dieta rica em concentrado com o Levabon® aumentou a duração dea alimentação, a mastigação total e a IMS, em comparação com aà dieta controle (Kröger et al. 2017).

    Além disso, durante o primeiro desafio acidótico, o Levabon® apresentou efeitos importantes sobre ana concentração de aminas biogênicas, como a histamina, mostrando uma redução de 31% em comparação ao controle. 

    Seu efeito benéfico também pode ser observado no microbioma.na microbiota. No mesmo estudo, o Levabon® reduziu as bactérias Gram-negativas graças devido à sua atividade de adsorção de certos componentes das leveduras, como mananoligossacarídeos, betaβ-glucanos, quitina, peptídeos, AA e nucleotídeos. Os mesmos componentes também agiram serviram como substrato para as bactérias celulolíticas, promovendo o crescimento de Ruminicoccus e de Clostridium spp. no rúmen desafiado e contribuindo para a manutenção de um pH fisiológico do rúmen (Neubauer et al., 2018).     

    Desativador de toxinas Mycofix®  

    O complexo adsorvente do Mycofix® demonstrou possuir uma alta afinidade in vitro pelos lipopolissacarídeos (LPS). A adsorção de LPS foi testada investigada na presença de altas concentrações de aflatoxinas, para excluir o fator dea competição entre a aflaAfla e os LPS pelos mesmos sítios de adesão, e no líquido ruminal por através meio da Técnica de Simulação de Rúmen (RuSiTec). (Imagem disponível se necessário)

    Assim, estudos in vivo foram conduzidos para testar avaliar os efeitos doe o Mycofix® em vacas sujeitas submetidas aoo estresse acidótico. Em um estudo realizado pelo Prof. Zebeli e sua equipe, vacas não lactantes foram desafiadas com dietas intermitentes contendode alto teor de concentrado para induzir a SARA. Como resultado do estresse nutricional, houve observou-se um aumento dos níveis dedas enzimas hepáticas, como AST e GLDH, consideradas marcadores para a integridade dos hepatócitos das em vacas leiteiras (Bobe et al., 2004), em comparação com osaos níveis detectados nas vacas do grupo controle (Figuraae 3). 

    O fígado desempenha um papel importante na resposta inflamatória causada pela liberação de LPS e sua subsequente translocação para a circulação sanguínea. Este mecanismo foi amplamente descrito por Zebeli e Metzler-Zebeli, 2012. O efeito benéfico da suplementação com de minerais argilososargilas minerais CM (Mycofix®) na sobre a melhora da saúde hepática pode ser explicado por umapela menor carga tóxica no rúmen e na circulação sistêmica, por contadevido à da sua conhecida capacidade de adsorver os LPS (Humer et al., 2019).   

    Figura 3. Concentrações de AST e de GLDH medidas em vacas alimentadas com a uma dieta controle e o um aditivo de à base de argilas minerais (argilosos CM). (Adaptado de Humer et al., 2019)
    Figura 3. Concentrações de AST e de GLDH medidas em vacas alimentadas com umaa dieta controle e umo aditivo deà base de argilas minerais (argilosos CM). (Adaptado de Humer et al., 2019)

    Outro efeito interessante observado foi a redução significativa de certas aminas biogênicas, cuja produção estáaumenta aumentada durante a alimentação com altos teores de grãos. Dentre Entre todas as aminas biogênicas, a histamina, também conhecida por seu papel na patogênese da laminite, foi reduzida significativamente (-, em 28%) nas, em vacas recebendo o suplementadas como Mycofix® (Humer et al., 2019).  

    Por fim, para estimar os efeitos global deo Mycofix® em sobre todos os parâmetros avaliados, realizou-se uma análise multivariada para identificar as tendências ou agrupamentos característicos dentre entre as vacas que receberamalimentadas com uma dieta composta exclusivamente por exclusiva com forragem (basal), umaa dieta SARA (65% concentrado; = controle) ou umaa dieta contendom Mycofix®. O resultado mostrou que as amostras de SARA estiveram foram agrupadas separadamente das amostras basais, sendo que as vacas recebendo osuplementadas com Mycofix® estiveram foram agrupadas mais próximas às amostras basais do que as vacas do grupo controle (Humer et al., 2019) (Figura. 4).

    AUma análise discriminante por dos mínimos quadrados parciais (PLS-DA) dos metabólitos séricos influenciadossanguíneos afetados pelo aditivo para ração.
    Figura 4. Uma aAnálise discriminante por dos mínimos quadrados parciais (PLS-DA) dos metabólitos séricos influenciadossanguíneos afetados pelo aditivo para ração. O gráfico bidimensional de escores apresenta mostra os perfis metabólicos das vacas que receberam uma dieta composta exclusivamente porà base de forragem (basal; vermelho) ou uma dieta com contendo 65% de concentrado (acidose ruminal subaguda, SARA) sem aditivos para rações (controle, CON; azul) ou contendo um produto à base de argilas minerais argilosos (CM; verde).

    O efeito benéfico doeo Mycofix® em vacas acometidas porcom SARA também é refletido na microbiotano microbioma. Em outro artigo a respeito dorelacionado ao mesmo experimento, o Mycofix® apresentou mostrou um certo potencial de redução de bactérias associadas ao pH ácido, como lactobacilos, e favoreceu gêneros muito de grande abundantesabundância, como Campylobacter, Butyrivibrio e bactérias comensais Gram-positivas menos abundantes. Em conjunto com oAlém do que já foi demonstrado anteriormente in vitro, o Mycofix® apresentou um efeito redutor de redução de bactérias possivelmente nocivas, especialmente Gram-negativas, como Treponema, Fusobacteria e Succiniclasticum. Tais Esses grupos incluem espécies produtoras de LPS e potenciais patógenos para o hospedeiro (Neubauer et al., 2019).

    Aditivo fitogênico para rações Digestarom® 

    O Digestarom® contém uma combinação de especiarias, ervas e óleos essenciais que demonstraramcom potencial para modular o, de diferentes formas, o pH do retículoreticular de diferentes maneiras.. O produto foi testado em um grande estudo realizado em cooperação com a Universidade de Medicina Veterinária de Viena, Áustria, onde vacas não lactantes foram alimentadas com uma dieta intermitente contendocom alto teor de concentrado para induzir a SARA.

    Uma das principais observações dos principais achados foi que a suplementação com Digestarom® melhorou a dinâmica do pH do reticularretículo quando, sendo que os valores mais baixos de pH foram observados detectados nas vacas do grupo controle submetidas asujeitas ao estresse acidótico. Em especial, o Digestarom® aumentou o tempo de ruminação e de mastigação total (Figura. 5) (Kröger et al., 2017). 

    Figura 5. Duração do pH do retículoreticular < 6,0 em vacas leiteiras recebendo alimentadas uma dieta controle (CON) ou uma dieta suplementada com compostos fitogênicos (PHY) por dia do de experimento. A linha contínua indica o limiar de SARA de um pH reticular < 6,0 por mais de 314 min/dia. Médias seguidas por diferentes letras (a,b) diferem significativamente dentro doHá uma diferença significativa entre os tratamentos com diferentes expoentes (a,b) em um mesmo dia (P < 0,05) (Adaptado de Kröger et al., 2017).
    Figura 5. Duração do pH do retículoreticular < 6,0 em vacas leiteiras recebendo alimentadas com uma dieta controle (CON) ou uma uma dieta suplementada com compostos fitogênicos (PHY) por dia dedo experimento. A linha contínua indica o limiar de SARA de um pH reticular < 6,0 por mais de 314 min/dia. Médias seguidas por diferentes letras Há uma diferença significativa entre os tratamentos com diferentes expoentes (a,b) diferem significativamente em umdentro do mesmo dia (P < 0,05) (Adaptado de Kröger et al., 2017).

    EntretantoNo entanto,, os efeitos positivos deo Digestarom® na sobre a redução do tempo em que o pH do retículoreticular se manteve abaixo de 6,0 não puderam podem ser atribuídos apenas às alterações domudanças no comportamento de ruminação. Na realidade, durante o segundo desafio com de concentrado (CONC 2), observou-se um efeito positivo no sobre o pH, sem qualquer influência sobre as variáveis de mastigação (Kröger et al., 2017).  

    A explicação pode vir doIsso pode ser explicado pelo efeito modulador demonstrado pelo por Digestarom® na comunidade de bactérias ruminaisbacteriana ruminal, com possíveis efeitos na sobre a redução da metabolização degradação ruminal de alimentos ricos em amido. Praticamente Quase todas as bactérias cuja cujas populaçõesção forami reduzidas pelo por Digestarom® são amilolíticas, incluindo os gêneros Shuttleworthia, Olsenella, Bacteroides, Bifidobacterium, Roseburia e Syntrophococcus (Calsamiglia et al., 2007; Patra, 2011), mas porém não houve redução dos grupos táxons fermentadores de fibras (Neubauer et al., 2018).  

    Em uma dieta com alto teor de concentrado, o aumento do amido fornecido normalmente ofereceria proporcionaria às bactérias amilolíticas substrato suficiente para promover seu crescimento.  Neste experimento, a redução das bactérias amilolíticas observada na suplementação com Digestarom® sustenta o modo de ação relatado por Calsamiglia et al., (2007) e Cobellis et al. (2016).  

    Uma redução das bactérias amilolíticas poderia retardar o início da fermentação de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) (SCFA, da sigla em inglês), reduzir o acúmulo destes ácidos e, portanto, prevenirria a duração rápida e prolongada do pH ácido após a alimentação (Neubauer et al., 2018). 

    Além disso, a redução da população de bactérias amilolíticas permite o crescimento das bactérias celulolíticas, devido à menor, e a consequente menor competição, pode propiciar o crescimento das bactérias celulolíticas (Patra eand Yu, 2015). Tal fato éIsso é sustentado pelo pH mais elevado alto do retículo-rúmen observado com oreportado quando se utiliza Digestarom® (Kröger et al., 2017). 

    EntretantoNo entanto,, os efeitos positivos deo Digestarom® na sobre a redução do tempo em que o pH do retículoreticular se manteve abaixo de 6,0 não puderam podem ser atribuídos apenas às alterações domudanças no comportamento de ruminação. Na realidade, durante o segundo desafio com de concentrado (CONC 2), observou-se um efeito positivo no sobre o pH, sem qualquer influência sobre as variáveis de mastigação (Kröger et al., 2017).  

    A explicação pode vir doIsso pode ser explicado pelo efeito modulador demonstrado pelo por Digestarom® na comunidade de bactérias ruminaisbacteriana ruminal, com possíveis efeitos na sobre a redução da metabolização degradação ruminal de alimentos ricos em amido. Praticamente Quase todas as bactérias cuja cujas populaçõesção forami reduzidas pelo por Digestarom® são amilolíticas, incluindo os gêneros Shuttleworthia, Olsenella, Bacteroides, Bifidobacterium, Roseburia e Syntrophococcus (Calsamiglia et al., 2007; Patra, 2011), mas porém não houve redução dos grupos táxons fermentadores de fibras (Neubauer et al., 2018).  

    Em uma dieta com alto teor de concentrado, o aumento do amido fornecido normalmente ofereceria proporcionaria às bactérias amilolíticas substrato suficiente para promover seu crescimento.  Neste experimento, a redução das bactérias amilolíticas observada na suplementação com Digestarom® sustenta o modo de ação relatado por Calsamiglia et al., (2007) e Cobellis et al. (2016).  

    Uma redução das bactérias amilolíticas poderia retardar o início da fermentação de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) (SCFA, da sigla em inglês), reduzir o acúmulo destes ácidos e, portanto, prevenirria a duração rápida e prolongada do pH ácido após a alimentação (Neubauer et al., 2018). 

    Além disso, a redução da população de bactérias amilolíticas permite o crescimento das bactérias celulolíticas, devido à menor, e a consequente menor competição, pode propiciar o crescimento das bactérias celulolíticas (Patra eand Yu, 2015). Tal fato éIsso é sustentado pelo pH mais elevado alto do retículo-rúmen observado com oreportado quando se utiliza Digestarom® (Kröger et al., 2017). 

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