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Photos: iStockphoto/Henrik5000/Tala

A nutrição como ferramenta para o combate do estresse calórico em suínos

A suinocultura enfrenta problemas de estresse calórico em climas tropicais e em regiões temperadas.

Prejuízos econômicos

Estima-se que, apenas nos EUA, os prejuízos econômicos na suinocultura devido ao estresse calórico chegam a 316 milhões de dólares por ano.

Esses prejuízos incluem dias não produtivos e perdas econômicass nas fases de crescimento e terminação. Mesmo em condições climáticas amenas, como nos Países Baixos, os suínos enfrentam problemas de baixo desempenho no verão devido ao estresse calórico (Figura 1).

Figure 1. Seasonality and the impacts of heat stress on swine in mild climates.
Figure 1. Seasonality and the impacts of heat stress on pigs in mild climates.
Source: Agrovision 2013

Os suínos são mais sensíveis ao estresse calórico

Os suínos são muito mais sensíveis às altas temperaturas do que os outros animais de produção, principalmente porque não suam e seus pulmões são relativamente pequenos em relação ao tamanho do corpo.

Respostas fisiológicas ao estresse calórico em suínos

Respiration rate increases

Pigs start heavily panting

Pulse rate falls

Animals stop eating, because this contributes to further heat production

Tamanho, temperatura e desempenho

Os parâmetros de desempenho de crescimento deixam claro que os suínos mais pesados são mais sensíveis ao estresse calórico. A análise das diferentes categorias de peso (75, 80 e 28 kg de peso corporal) mostrou uma correlação negativa direta entre o ganho de peso médio diário (GPMD) e o aumento da temperatura ambiente.

Enquanto os animais com 75 kg começam a reduzir seu GPMD em temperaturas de aproximadamente 23°C, os animais com 25 kg podem manter-se estabilizados em temperaturas de até 27°C (Langridge, Western Australia, 2014).

Embora muito alta, uma faixa de variação de temperatura típica normalmente aceitável para porcas na maternidade é de 21°C a 25°C. Na maternidade, as matrizes começam a apresentar sinais de estresse calórico aos 22 °C (Tabela 1). Quando a temperatura atinge 25°C, o consumo de ração é reduzido em aproximadamente 0,5 kg/dia.

Tabela 1. Efeito do nível de proteína da ração sobre o comportamento de porcas em lactação em ambientes de conforto térmico e estresse calórico (Noblet et al., 2000).
Temperatura20°C29°C
% de proteína na ração17,614,217,614,2
Consumo de ração, kg/dia6,716,513,564,05
Peso dos leitões ao desmame10,5

10,3

10,410,3
Produção de leite, kg/dia10,09,67,47,7
Perda de peso da porca, kg16154129

Esse experimento na fase de lactação em condições de estresse calórico mostrou que as porcas perdem menos peso quando alimentadas com uma ração com menor teor de proteína bruta. Uma das explicações para esse fato é que, durante a digestão, as proteínas geram mais calor metabólico do que as gorduras (26% vs. 9%) devido às reações complexas necessárias para metabolizar os aminoácidos de sua composição (Church e Pond, 1982).

Efeitos negativos sobre o intestino e o sistema imunológico

Os efeitos do estresse calórico podem ser explicados pelas alterações na barreira intestinal. Se o estresse calórico prejudicar a barreira, os danos podem aumentar a permeabilidade às endotoxinas, resultando em lesões locais ou sistêmicas ou reações inflamatórias (Lambert, 2009) (Figura 2).

3 row table describing the effects of heat stress in pigs at increasing temperatures | Source: BIOMIN
Figure 2. Reactions to heat stress in pigs as temperature increases | Source: BIOMIN

Um aumento significativo das concentrações séricas de endotoxinas foi observado por Pearce et al. (2013) em suínos submetidos a condições agudas de estresse calórico (35°C, umidade de 24-43%) por 24 horas. Em especial, os efeitos sobre a produção de leite podem ser explicados pela circulação de endotoxinas, já que sabe-se que as endotoxinas reduzem as concentrações de prolactina sérica pós-parto (Smith e Wagner, 1984), o que resulta em efeitos negativos sobre o desenvolvimento dos leitões.

Soluções com alto investimento de capital

Frequentemente, as soluções técnicas para reduzir o estresse calórico, como a construção de instalações climatizadas, são demoradas e demandam altos investimentos.

A nutrição no combate do estresse calórico

Uma abordagem nutricional para combater o estresse calórico em suínos pode ser mais adaptável e mais rapidamente implementada.

10 dicas para combater o estresse calórico em suínos

1. Switch to smaller, more frequent meals per day and/or night feeding

2. Provide a sufficient supply of fresh, clean water

Eliminate bacterial growth in the water by adding acids, such as Biotronic® se forte liquid or Biotronic® Top liquid, to maintain water hygiene and control pathogens.

3. Wet the feed with water

4. Use pelleted feed instead of mash

5. Lower the crude protein level

6. Replace starch with fat as an energy source

Fats are excellent sources of energy for swine to compensate for lower feed intake. Fat is also a more digestible ingredient that generates less metabolic heat during digestion compared to starch.

7. Use less fiber

The higher the tenor of fiber of an ingredient, the worse the digestibility. Undigested fiber goes to the large intestine where it stimulates the growth of microorganisms that will generate heat in fermentation processes.

8. Maintain the right electrolytic balance with sodium bicarbonate or potassium

As temperatures increase, an animal’s breathing tension increases. Faster respiration takes more carbon dioxide out of the blood stream, which is then exhaled. This changes the ph levels in the blood, leading to metabolic acidosis and lower feed intake. Blood ‘buffers’ such as sodium bicarbonate or potassium can restore the electrolytic balance and support feed intake.

9. Use Digestarom® to aid protein digestion

Certain plant-based compounds can promote better enzyme secretion and reduce protein loss by lowering pigs’ inflammatory response. A heat stress trial for lactating sows in Thailand showed an almost 10% increase in feed intake using a phytogenic Digestarom® P.E.P. which resulted in a 20% reduction in weight loss in the different parities (Figure 3).

Figure 3. Digestarom® improves feed intake by sows, Source: Khon Kaen University in Thailand, 2008
Figure 3. Digestarom® improves feed intake by sows, Source: Khon Kaen University in Thailand, 2008

10. Adopt robust mycotoxin and endotoxin risk management

Hot and humid weather increases the chance of mycotoxin contamination on the field and under storage conditions. In heat stress conditions, the liver is often under stress.

This often appears as poor nutrient utilization and/or chronic inflammation of the liver. It is important to keep the liver as healthy as possible and avoid additional stress from toxins, e.g. mycotoxins.

Many trials have shown the negative effect of heat stress on development of endotoxins in the gut.

A significant increase in serum endotoxin concentrations was shown by Pearce et al (2013) when pigs were assigned to acute heat stress (35°C, 24-43% humidity) for 24 hours.

Innovative feed additives such as Mycofix® can actively combat major mycotoxins, deactivate endotoxins and decrease the production of pro-inflammatory cytokines.

Conclusão

  • Heat stress in pigs affects swine performance much of the time in tropical climates and seasonally in more moderate ones.

  • While there are many ways to improve management and feed formulations to address heat stress, the techniques listed above provide a good start based on the most current scientific knowledge. These reflect a greater focus on the reduction of toxins and gastrointestinal inflammation under these stress conditions. The best strategies combine different modes of action or techniques that reduce animal stress, improve animal performance and boost the financial result for the farmers.

Soluções

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